Argumentos de sustentabilidade
Produtos, serviços e ambientes inacessíveis ou impossíveis de usar por todos, provocam exclusão social com os custos que daí advêm, como por exemplo, a canalização de subsídios estatais para a implementação de soluções alternativas pensadas à posteriori, muitíssimas mais onerosas, custos económicos e sociais provenientes de acidentes provocados por soluções inadequadas, programas de recuperação e reintegração para pessoas excluídas ou dependentes, etc.
Produtos, serviços e ambientes inclusivos originam comunidades mais equilibradas, proporcionando mais suporte e qualidade de vida aos seus cidadãos, não só aqueles que mais apoio precisam da comunidade como os economicamente mais desfavorecidos, ou os fisicamente mais dependentes, como as pessoas com deficiência ou idosos, mas também a comunidade em geral, como os jovens adolescentes ou casais com filhos pequenos.
O Designs Inclusivo responde de uma forma mais directa às necessidades sentidas e expressas pelas populações, aproximando da comunidade a capacidade de decisão e reforçando o seu sentido de responsabilidade.
Desenvolve uma visão de comunidade mais tolerante e habituada a cooperar, quer entre os indivíduos que a constituem, quer em problemas de carácter mais global, como a construção de infra-estruturas que vão servir várias comunidades.
Permite às pessoas, independentemente de pertencerem a minorias ou da sua idade ou sexo, participarem na vida pública, dando a sua opinião em questões que influenciam a sua qualidade de vida.
Uma comunidade assente nos princípios do Desenho Inclusivo desenvolve com mais facilidade redes formais ou informais, apresenta menos problemas sociais e facilita a implementação de estratégias de desenvolvimento sustentável.
In: DESIGN INCLUSIVO Acessibilidade e Usabilidade em Produtos,
Serviços e Ambientes
Autores - Jorge Falcato Simões, Arquitecto e Renato Bispo, Designer
Edição - Centro Português de Design, Maio 2006, 2ª edição